ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA "PEDRO PLANAS" DE REABILITAÇÃO NEURO-OCLUSAL - ABPP-RNO |
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Título: "Caso clínico - Mesioclusão - Tratamento com recurso de resina composta" Autor: Dr.Renato Chierighini Paciente
G.R,com 9 anos de idade. Quadro clínico de mesioclusão
com cruzamento anterior e lado esquerdo. Sabemos que
nesses casos, a grande amplitude de movimentos
mandibulares decorrente do cruzamento leva o paciente
gradativamente a um quadro clínico de falta de
desenvolvimento maxilar (generalizada), podendo chegar na
fase adulta a um hiperdesenvolvimento mandibular
associado.
Ao fazermos a manipulação mandibular deste paciente notamos que sua oclusão cêntrica não era coincidente com a oclusão funcional. Primeiramente havia um contato dos incisivos e, de acordo com a Lei da Mínima Dimensão Vertical, a mandíbula procura uma nova posição onde haja a menor dimensão vertical. Neste caso a mandíbula se deslocava anteriormente, causando a chamada "falsa mesioclusão". Na verdade trata-se de uma mesioclusão postural. Nestes casos, se não atuarmos rapidamente o que inicialmente é postural, passará com o tempo a ser uma mesioclusão "verdadeira". Neste caso não podíamos eliminar esta "dupla-oclusão" com ajustes oclusais, pois a mesma acontecia em dentes permanentes (incisivos) e, além disso, esses incisivos não estavam totalmente erupcionados. Optamos então por "criar uma dupla-oclusão" que levasse a mandíbula a sua posição centralizada. Com o prolongamento da coroa dos incisivos inferiores, fizemos um plano inclinado (fotos abaixo).
Após esse procedimento, observamos que o paciente só possuia contatos de incisivos, com uma desoclusão de todos os outros dentes. Pedimos para que o paciente voltasse no dia seguinte. As fotos abaixo mostram o resultado após 24 horas.
No dia seguinte já existiam os contatos plenos de todos os dentes; a relação incisiva já havia se modificado e pudemos, então, diminuir o plano inclinado de incisivos e iniciar os ajustes oclusais para darmos melhores condições de "recorrido". No entanto, ainda não havíamos conseguido uma oclusão bi-balanceada, pois não havia "esfregamento" no balanceio.O paciente foi atendido mais 2 vezes e vários ajustes oclusais foram feitos e após 1 mês do início do tratamento sua situação era essa (fotos abaixo):
Observe-se que agora conseguimos devolver as condições básicas de equilíbrio oclusal (trabalho, bordo-a-bordo, e balanceio). CONCLUSÕES 1) É fundamental que se obtenha um diagnóstico preciso para podermos optar pela melhor técnica. O "diagnóstico funcional" foi decisivo neste caso. 2) O ajuste oclusal e os recursos de resina composta são poderosíssimas armas no tratamento precoce desde que se tenha em mente os princípios da Reabilitação Neuro-Oclusal. Ref.Bibliográfica: "Rehabilitação Neuro-Oclusal - Pedro Planas" Renato Chierighini / Maria Célia S.M.S.Chierighini |
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